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Autor: Oberdan Alves de Oliveira
🚨 O Fim das Aulas nas Autoescolas Está Próximo? Por que Isso é um Risco para Todos Nós
O alerta é real: o Brasil pode estar prestes a abrir mão de um dos maiores avanços em segurança no trânsito dos últimos 30 anos.
Desde a criação do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) em 1997, uma série de medidas foram implementadas para melhorar a formação dos condutores, sendo uma das principais a obrigatoriedade das aulas práticas e teóricas nas autoescolas, através dos chamados Centros de Formação de Condutores (CFCs).
Mas agora, em 2025, um novo movimento tenta desmontar esse modelo, sob o argumento de que “tira a CNH está caro”. A pergunta que fica é: vale a pena trocar segurança por votos?
O CTB Funciona: Prova Disso Está nos Números
Na década de 1980, o Brasil figurava entre os países com maior número de mortos no trânsito por habitantes. Com uma frota significativamente menor do que temos hoje, o caos nas ruas era evidente.
Com a chegada do CTB, exigências mais rígidas foram aplicadas: aulas obrigatórias, exames teóricos, práticos, psicológicos e médicos. Resultado?
👉 O Brasil caiu da 1ª para a 3ª posição no ranking mundial de mortes no trânsito, mesmo com o triplo da frota de veículos.
Claro, ainda estamos longe do ideal. Continuamos entre os países com mais acidentes, mas isso se deve à falta de fiscalização e investimentos contínuos, e não ao modelo de formação.
Tirar a Autoescola da Equação Vai Salvar o Bolso ou Custar Vidas?
O debate atual gira em torno de “baratear o processo”. Mas retirar as aulas obrigatórias não reduz o custo da CNH com responsabilidade, apenas desmonta uma estrutura que foi construída para salvar vidas.
Existem formas muito mais eficazes de tornar o processo acessível, como:
-
Reduzir as taxas estaduais do Detran;
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Permitir que os exames médicos e psicológicos sejam feitos pelo SUS;
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Estabelecer incentivos fiscais para autoescolas sociais;
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Criar programas de CNH gratuita para jovens de baixa renda.
Ou seja, é possível democratizar o acesso sem sacrificar a qualidade da formação.
A Verdade por Trás da "Desobrigação": Populismo Disfarçado de Economia
Projetos que tentam acabar com a obrigatoriedade das aulas em autoescola ignoram completamente a função pedagógica e preventiva dos CFCs. O discurso é bonito: “vamos deixar o cidadão aprender com o tio ou com o amigo”. Mas, na prática, isso significa colocar motoristas inseguros nas ruas.
E não é à toa que, nas entrelinhas, muitos desses projetos aparecem em ano pré-eleitoral. É um apelo popular e superficial, que troca votos por responsabilidade social.
A Vida Não Tem Ctrl+Z
A formação de condutores não é apenas uma formalidade burocrática: ela é um instrumento de educação e prevenção de tragédias. Ensina regras, sim, mas também ensina respeito à vida.
Diminuir o custo da CNH é uma pauta legítima. Mas abrir mão da formação, essa sim é uma ameaça à segurança pública.
Conclusão: Aperfeiçoar, Sim. Destruir, Nunca.
O Brasil pode e deve discutir formas de modernizar e tornar mais acessível o processo de habilitação. Mas isso deve ser feito com base em dados, responsabilidade e compromisso com a segurança.
Eliminar as aulas obrigatórias não é solução. É retrocesso.
Se você também acredita que segurança no trânsito deve vir antes do populismo, compartilhe essa mensagem. O debate precisa ser público, técnico e responsável.
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